Sou biólogo, apaixonado por perceber como diferentes animais conseguem sobreviver a condições que, para nós, seriam fatais. Formei-me em Ciências Biológicas na Universidade de Brasília, no Brasil, onde fiz também o mestrado e o doutoramento em Biologia Molecular. Ao longo desse percurso, estudei a forma como caracóis, morcegos-vampiro, rãs e insetos lidam com o stress oxidativo — os danos causados pelo uso do oxigénio no nosso metabolismo — em situações extremas, como a falta de oxigénio ou longos períodos sem comer. Foi assim que contribuí para descrever o fenómeno da “Preparação para o Stress Oxidativo”, uma estratégia usada por diversos animais para se protegerem antes mesmo de enfrentarem o perigo.
Depois do doutoramento, continuei a investigar temas ligados à biologia redox e à bioquímica comparada. Atualmente sou Bolseiro de Pós-Doutoramento Marie Skłodowska-Curie no i3S, onde investigo os mecanismos moleculares que permitem a diferentes animais tolerar longos períodos sem oxigénio, com a esperança de que possam um dia inspirar novas formas de proteger células e tecidos humanos de situações de baixo oxigénio, como as que ocorrem num enfarte ou num AVC.
Nos tempos livres, gosto de cozinhar – é a minha forma de descontrair, e acabo por gostar de misturar sabores de diferentes países.
TÍTULO: Como sobrevivem os animais sem oxigénio? Uma viagem pelos campeões da hipóxia
PALAVRAS-CHAVE: hipóxia | stress oxidativo | bioquímica comparada
TEMA: MODELOS EXPERIMENTAIS
